27/03/2009

em grande recuperação

Olha o passarinho, tás a olhar p'ra onde, olha para cima porra.

26/03/2009

what have i done to deserve this

Um gajo fica prostrado em casa com uma gastroenterite deprimente, põe-se a ver os canais de documentários e no Odisseia é o gelo que está a derreter todo, mudo para o Discovery e são os Vulcões, no N. Geographic são os furacões, volto ao Odisseia e agora já são os asteróides que podem foder isto tudo, ainda por cima passou um aqui perto recentemente. Já sabemos que somos muito pequeninos, mas também não é preciso estarem sempre a lembrar-nos disso. Fica aí um teledisco onde, de vez em quanto, aparecem umas miúdas giras. Menos mal.

suzanne

Outra música que andava lá por casa na altura era esta, e eu ouvia voltava a ouvir e ouvia outra vez. Não fazia a mínima ideia do fascínio por esta música, uma voz morna, monocórdica, repetitiva como uma lengalenga. Tudo muito sóbrio e morno menos aquele impulso de a ouvir novamente. Aprendi com o tempo? Não. Ainda hoje é assim.

25/03/2009

era um redondo vocábulo

Mais ou menos na mesma altura, por volta dos 9 anos, o Venham Mais Cinco era um LP que estava sempre a tocar lá em casa. Apesar de gostar de todo o disco, esta música assombrava-me, quando digo que me assombrava não é só no sentido do deslumbramento, assombrava-me mesmo, especialmente a parte dos coros ia comigo para a cama e sonhava, ainda acordado, com sombras agrestes e tinha medo e queria entender. O que seriam sombras agrestes? Seriam aquelas harmonias que me enfeitiçavam? Ainda hoje não sei. PS: Parabéns ao autor das imagens.

24/03/2009

good vibrations

Quando era puto, p'ra aí 9/10 anos, e o meu pai punha este 45 rotações a tocar, eu pensava que esta música vinha de outro planeta. Oiçam lá se isto não parece de outra galáxia. Ainda hoje tenho dúvidas.

23/03/2009

pancadas

Como adepto do Benfica, penso que o meu clube devia oferecer a taça da liga ao adversário Sporting, indigitando para essa entrega, junto com um curso de como defender e marcar grandes penalidades, o Quim e o Cardozo, mas na condição de ser o Pedro Silva a receber o caneco. O Cardozo explica. É assim pá.

Lloyd Cole

Quando tinha 18 anos vi o Lloyd Cole no pavilhão do dramático de Cascais, ainda me lembro desse concerto como se tivesse sido ontem, principalmente este Forest Fire com que acabou, numa versão mais longa e cheia de guitarras em feedback no solo final. Parece que o homem só tem 114 fãs, fã não sei se sou mas gosto muito dele, até porque quando o conheci revelou uma simpatia ímpar. Esta versão ao vivo não será a melhor mas foi a única que encontrei.

19/03/2009

Lento, tento ultrapassar Em mim aquilo que sou Como a brisa que passou E me disse a sussurrar A natureza que são as coisas todas Leva o tempo que o tempo faz Assim, perco e ganho a paz Como o cair perene das folhas Lento, tento ignorar Em mim o sono que despertou Como o sonho que acordou E me disse a sussurrar A vida que é tudo o que temos Leva o tempo e o tempo traz Assim, perco e ganho a paz Como tudo o que ganhamos e perdemos Lento, tento aproximar Em mim a alma que sou Como o espírito que voou E me disse a sussurrar O amor que são as coisas que fazemos É todo o tempo que o faz Assim, ganho sempre a paz Como a eternidade que queremos!

Insónia: FIM

Depois do estado civil o insónia também fecha as portas, num texto onde o Henrique escreve claro e com a frontalidade habitual. Alguns apontaram-lhe defeitos e fizeram birras, sendo a principal acusação a de vaidade, nunca percebendo que essa vaidade era um orgulho mais que justificado no facto de não fazer favores a ninguém, nem aos amigos ou pseudo-amigos ou, ainda, amiguinhos se preferirem, quando digo favores sabem a qualidade e o tipo a que me refiro. Não sou advogado do Henrique, nem tão pouco o conheço pessoalmente, nunca quis nada dele nem ele de mim, nunca lhe enviei o que escrevo nem a minha música, embora se o fizer não vou querer mais do que a tal frontalidade tão rara e subestimada nos dias de hoje. Fartou-se, está cansado, é normal, este País cansa, deixa-nos demasiadas vezes a falar sozinhos, corta-nos as pernas e o pensamento, senão pela inércia contorna pela mediocridade ou apanha um atalho pela inveja banhada em hipocrisia. Neste momento, também estou a prolongar um limite, não deste blog, nunca dei tanta importância à blogagem como o Henrique, até por falta de empenho e talento (às vezes gosto mesmo mais de coçar os tomates), mas de um sonho que entendi concretizar quando regressei dos EUA cheio de força e vitalidade, com bastante prejuízo para mim e para os meus. Apesar do esforço enorme nestes 4 anos, a mediocridade e, principalmente, a hipocrisia estão prestes a arrebatar-me para saltar daqui para fora outra vez, preciso urgentemente de uma injecção de adrenalina e, sobretudo, dinheiro que sei não ser aqui que encontro. Portugal é mesmo triste.

16/03/2009

28

Well we know where we're going, but we dont know where we've been and we know what we're knowing, but we can't say what we've seen and we're not little children, and we know what we want and the future is certain, give us time to work it out we're on a road to nowhere, come on inside we'll take that ride to nowhere, we'll take that ride feeling ok this morning, and you know we're on a road to paradise, here we go, here we go we're on a ride to nowhere, come on inside taking that ride to nowhere, we'll take that ride maybe you want me while i'm here, i dont care even when time isnt on our side, i'll take you there, take youthere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere there's a city in my mind so come on and take the ride, and its alright, baby its alright and its very far away, but its going day by day and its alright, baby its alright would you like to come along? you can help me sing this song and its alright, baby its alright they can tell you what to do, oh god they'll make a fool of you,and its alright, baby its alright there's a city in my mind so come on and take the ride, and its alright, baby its alright and its very far away, but its going day by day and its alright,baby its alright would you like to come along? you can help me sing this song and its alright, baby its alright they can tell you what to do, oh god they'll make a fool of you, and its alright, baby its alright we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere

15/03/2009

Perdi-te e perdi-me, agora, na abstracção que interpreto. Nesta madrugada tardia, fria, sombria, vazia, onde me perco a ver viver o que não vivo, a não ser em sensações e pensamentos que me obrigam. As palavras não param procurando uma quietude racional, assim aniquilo-me, fingindo um renascimento que não sinto, um despojamento que, mais do que vejo e penso, é o que sou. Invisível absolvo a vida, que serena corre obstinada. Despojado de mim, faço-me nesta abstracção que interpreto. Entrego-me a uma liberdade tão casual como virtual, rendendo-me à desolação isolada da solidão erma, construindo teias emaranhadas de um nada que não controlo. Nesta aflição, onde agonio, deixo a simpatia que não tenho, troçando alarve da insignificância que figuro. Não sou mais que um molde destroçado de mim próprio, uma matriz sem regras que não o desespero, que dissolvo em opostos pragmáticos da razão. Tanto logro que liberto na prisão em que estou. E, como sempre, ela volta, essa puta. Cheia de manhas e artimanhas nas manhãs que não tenho, nas tardes que tardiamente tardo em encontrar, nas noites claras que anseio e não descubro e madrugadas onde perdido me desassossego. Sempre sem piedade, dó ou compaixão, esta ditadora ávida, que, com devoção, me mostra o precipício que aparento, principiando um fim que não antevejo porque o represento. Rumo ao nada que sou, mais um empurrão da puta. Deliro perdido, sem o barco que não vem e o vento que me leva. Derivo à deriva em demanda de mim próprio, vencido pela fraqueza franca que sofro e suporto, pela intimidade solitária da solidão que vivo e faço, pela certeza pragmática de uma razão teimosa. Aqui estou e assim me afiguro, num voo perpétuo, de fragilidade obtusa, de perda irreparável, de arrependimento irremediável, de remorso obstinado, de consolo conveniente, de contrição penosa, de entrega sublimada, de poesia fingida, de fracasso decifrado. Nesta diluição infrutífera sou um porto sem barcos. Neste vento divago, prostrado, sem rumo e felicidade. Assim, contemplativo, diverge todo o meu ser, corpo e alma. Amanhã vou passear, desentorpecer as pernas e o espírito.

14/03/2009

I confide to anything So I have to hide from everything. Everybody wants a piece of me. Rinse the origin and cease to be Sit back and let it happen, Let us take your time away I don't understand you. I don't want your time of day. If you're gonna walk, might as well walk your way, Always walk the whole ways, Forget the punk, I pack the funk. I'm gonna take a piece of you. Making money for good health, but first I learn to see myself You've promised me poems I rue the day that I ever met you, And deeply regret you getting close to me. I cannot wait to deeply neglect you, Deeply forget you, Jesus believe me, You promised me poems. You might have been my reason for livin' I gave up ungivin', gave up everything. We were a right pair of believers A couple of dreamers, so how come You hate me? You promised me poems Dreamed of ringing voices, They contemplated choices. Taste like a rare kiss, To heighten my awareness. With all fairness, greatness, with gratitude. And simply rhymes with attitude Now do promotion and TV, and ya still can't see. We Down the hill cascade And keep away the masquerade, Dreamed of ringing voices, And you promised me poems

13/03/2009

coisas impossíveis

Como se não bastasse a proliferação rasca, em versões mais ou menos parecidas, de "yes we can" por todo o lado, ontem veio o Rui Mandela Lincoln Santos comparar a defesa da introdução das novas tecnologias no futebol à luta contra o apartheid e escravatura nos EUA. Mas que gente é esta que anda nas nossas TV's.

12/03/2009

O som pegou na memória e embalou-a dilacerando-a, desprevenido, aviltei o desassossego sossegado que gozo, emprestando uma ânsia ansiosa à ânsia que faço. De repente afundo-me, ainda mais, a pique, perco-me dentro de tudo o que sinto que sou, falho todas as ideias e, também, os sentidos, menos aquele, que é passado, que foi exclusivo, que é tristeza, que foi alegre, que é definido, que foi feito, que é recordação, que foi lugar e que é presente. Nesta memória abrem-se gavetas fechadas de sentimentos, daqueles reles, vulgares, sem apelo, sem paisagem, sem nada. Só o som que o ar traz.

10/03/2009

mais psicopatias

O primeiro quer-nos a pão e água, os segundos restaurar a confiança para consumirmos mais. Eu vou pelos segundos se não se importam, todos os domingos bebo um chá de camomila, café já era por causa da ansiedade, e um bolo de arroz aqui na pastelaria da esquina. Ao primeiro peço desculpa pela extravagância, aos segundos prometo que se financiarem a fundo muito perdido começo a comer dois bolos em vez de um.

psicopatias

Como se não bastasse o fds, ontem foi mais um dia de parvoíces e grande baboseira generalizada. O Medina Carreira continua a saga da miserabilidade, por ele era tudo posto a pão e água (não sei se ele também) para recuperar a economia, quando recuperada já poderemos, pelo menos, por manteiguinha, inha mesmo. Lá chegaremos, pá, com a tua ajuda, eu aqui já comecei, nem ponho manteiga na torrada que ando de caganeira. Depois, curioso, vi o 2.º episódio da série Prolongamento na TVI24. Achei aquele actor de cabelos brancos, com pronúncia do norte, muito bom, embora o argumentista que lhe escreve as deixas me pareça demasiado embrenhado num humor negro, assim tão escuro tão escuro que me provocava um grau elevado de permanente ansiedade, ao mesmo tempo que um riso absurdo quase demoníaco me saltava do rosto. E só me lembrava de uma frase que o meu velhote diz desde que nasci "Chama-lhe puta, antes que ela te chame a ti." E ria mais. Tentei acalmar o riso angustiado com a sapiência dos convidados do Contras com os Prós, mas ou eu ando maluco ou aquela gente é mais bolos, tortas, brioches ou qualquer coisa assim, porque crise é mentira. O espanhol então quase que me matava a rir quando disse que Espanha estava pior que esta coisa à beira-mar plantada, como farto de humor negro já eu estava fui para a cama acabar o Psicopata Amaricado, aliás Americano, que merda de livro este, mas comecei acabo.

09/03/2009

coisas sérias

Fiquei ontem a saber que o meu avô paterno recebeu indicações, pelo PCP, para matar um polícia, daqueles que gostavam de ser ainda piores que os pides. Respondeu que isso não fazia. Falta de coragem não terá sido pois imprimia e distribuía o jornal Avante, tendo sido preso e levado umas porradas valentes por isso, nunca denunciando ninguém. Só me resta a questão humanitária. Existe alguma mais importante? Mas fica a dúvida, o mundo não seria melhor e mais humano sem aquela pessoa?
Então e o Reyes que joga como quem faz bilu bilu ao bebé mas quando toca a mudar a fralda e limpar a merda quieto. Este é como o Quaresma, enganam bem.

futebol, crise, solteiros e casados

No Sábado tive um dia santo e deu-me para ver futebol, enquanto via o jogo do Real com o Atlético de Madrid ia passando pelo Sporting x Paços Ferreira, para ver o que se passava. Foi deprimente, no primeiro jogava-se futebol a sério, com velocidade, profissionalismo, muitas oportunidades de golo, garra e, principalmente, sem paneleirices nem repetições infinitas de lances duvidosos. Quando mudava, via jogadores a caírem porque o adversário soprava, jogo sempre parado com faltas e discussões, repetições constantes de lances banais, a velocidade era como sair de uma corrida de fórmula 1 para a Volta a Portugal em triciclo. Este exercício, involuntário, foi esclarecedor e, como se não bastasse, em Portugal vimos um estádio vazio de gente carrancuda, em Espanha estádio cheio de gente alegre, porque isto no que toca a crise, apesar de mundial afecta mais uns mundos do que outros. Acabei bem a noite, com uma soberba estética no canal 2. 2001 Odisseia no Espaço é um filme impressionante, não existe um plano falhado, não existe uma imagem onde fique a sensação que o realizador podia ter feito melhor, as cores, os alinhamentos, a música, tudo é perfeito, que infelicidade nunca ter visto este filme no cinema. A Laranja Mecânica já não deu para rever. Domingo de manhã, os meus putos do andebol continuaram a senda de vitórias, a semana passada foi o Sporting e desta vez o Loures, por uns esclarecedores 28-4, como o jogo foi em casa e tínhamos o pavilhão livre, os pais resolveram fazer uma espécie de solteiros e casados que, pareceu-me mais ao nível do derby espanhol, tal era a rapidez com que ficávamos exaustos, este escriba desajeitado ainda meteu 2 golos, mas não estava lá nenhum olheiro do SLB. O que já não esperava, era assistir a outro solteiros e casados à noite, sendo que os casados eram de certeza os de vermelho, cada vez que tocavam ou não tocavam na bola pareciam-me mais preocupados com as fraldas que tinham para mudar. A excepção foi o Aimar, esse parecia mais preocupado pela possibilidade de vir a ser avô, vá lá que ainda conseguiu dar uma valente bengalada na bola, só possível naquele minuto de jogo. Nem o glorioso me salva, vou mas é para Espanha.

seria esta ó puto

Insónia: DIA INTERNACIONAL DO CHOCOLATE

06/03/2009

ouvido na escola

"Vai lamber a cona de uma mulher." Aluno com 9 anos para outro puto depois de levar um pontapé.

03/03/2009

on the verge of the word encore

Fotografia: MP Não vejo o porto, o barco, o tempo, a hora ou o vento que me leve. Songs are just songs Singing anywhere And I know no ones cares.

on the verge of the word XXI

Fotografia: M Apetece-me terra que me apetece ser e a pertença ao lugar onde estou. Ser todos os grãos de vida que não é e o magma perene de solidão. Destruir o abismo de medo, o desassossego e, também, os conceitos e preconceitos, os desenganos e desesperos, as angústias e os devaneios, as alegrias temperadas em sal insonso, ou as mágoas todas que sou e faço. Adubar-me do nada que não sei e transformar esta vida que tem que ser, porque existe, no lugar terra a que pertenço. Angel calls on me set to take me out, angel with no face. the end of the line; beginning of time, a matter of faith. I see all my friends from distance afar on another plane, mourning over me: a sickness of heart - a sense of betrayal. have you seen the twilight close so slow.. (I rose over them so light). men in black suits dressed – cold soft wood and marble silk, to take me away. no heaven or hell. the memory behind lingers on a face.

02/03/2009

on the verge of the word XX

Fotografia: MP Fujo com medo dos passos, do silêncio. Neste salão de baile que são as memorias, assusto-me com a dança das palavras. E, em todos os salões e praças de silêncio encontro todas as palavras que temo, dou-lhe as minhas mãos e aprendo a dançar. I see my dark angel passing by, Singing her melody. Trying hard to touch the sky and fly; Always trying to be strong and free. Don’t be ashamed of anything, Don’t be afraid of anything, In this way. Oh my sweet dark angel, sing this song with me. Oh my sweet dark angel, I just want your company. I listen to her voice singing I’m pretty sure, A melody full of grace. I know that you want more Always fighting for your time and space. Oh my sweet dark angel, sing this song with me. Oh my sweet dark angel, I just want your company. Fly in the dark or in the bright light, Don’t be scared, you’d never fall. You know that life is a fight And sometimes you’ve got to break the wall. Oh my sweet dark angel, sing this song with me. Oh my sweet dark angel, I just want your company.

on the verge of the word IX

Fotografia: MP Volto ao passeio sem calçada, na apatia sou mais um entre muitos, mas sei, que do alto do Empire State Building, não fui mais que uma Midletown de mim próprio. Look at me look at you Inside the House of Blues. Without faith or control, Breaking out in our soul. Look at me look at you Losing hope in the House of Blues. Cracking out – drift away, With no means or words to say. Will you take me out tonight? Shall we dance the blues away? Will you take me out tonight? So please, show me that we can. Look at me look at you In this House of lonely blues, Without style or even grace, Drowned in time and out of space. Look at me look at you. This is an empty House of Blues Where the song is the same, Always blue in this lost game. Will you take me out tonight? Shall we dance the blues away? Will you take me out tonight? So please, show me that we can.